Às vezes podemos morrer

Às vezes podemos morrer. Às vezes morremos e outras discutimos a morte alheia.

Todos os momentos são importantes. Quando pensamos que podemos morrer perguntamo-nos coisas tão simples como: “tenho dançado o suficiente?”; “fiz alguma diferença?”; “todos aqueles de quem gosto sabem que gosto deles?”; “há alguma coisa, em alguma gaveta, que (nem morta) eu quero que alguém saiba?”. Há outras duvidas mais profundas mas no fim as que contam são estas. 

Nas vezes em que morremos deixamos aos outras as perguntas. “Porquê?”; “Terá morrido em paz em todas as áreas da sua vida?”; “Podia ter feito mais? dito mais? ouvido melhor?” Também aqui há outras duvidas mais profundas mas no fim são estas as que contam.

Nas vezes em que discutimos a morte alheia a coisa complica-se muito mais. Já não existe a simplicidade dos dois momentos anteriores. As respostas tomam a vez das perguntas e poucas vezes respondem com a simplicidade que o momento representa.

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