Archive | Maio 2009

Eu, munícipe, cumprimento. “Boa Noite, que sorte tive em vos encontrar. “

Europeias: Ana Gomes acusa Santana Lopes de “parolice”

Vivo na cidade real  e não em livros de arquitectura.

Uma história da cidade real. Lisboa.  Sete Rios, 14 de Maio 2009, 01:20 am

Entro na minha rua acabada de chegar do trabalho, é uma da manhã e estão 7 carros em segunda fila. Todas os artº 14 têm um carro estacionado à frente. Todos as proibições de estacionar estão repletas de carros.  Todos os passeios estão ocupados menos um… mesmo em frente da minha porta. Perfeito!

Mas há também um grupo de homens a conversar no fim da rua. Aponto os faróis, analiso, meço o nível de perigosidade e opto por cataloga-los como – INOFENSIVOS.

Manobro para conseguir entrar para cima do passeio e acreditem que não é fácil. Volto a analisar o grupo de homens que entretanto avançava lentamente na minha direcção. Volto a concluir que são INOFENSIVOS e saio do carro.

Quando saio do carro apercebo-me que as caras me são familiares e tento na escuridão fixar quem são. Concluo que se trata de António Costa, Sá Fernandes e mais 2 ou 3 homens que desconheço ou que nem reparei perante o valor do achado.

sete rios

Eu, munícipe, cumprimento. “Boa Noite, que sorte tive em vos encontrar. Existe uma queixa de vários moradores contra este prédio na câmara desde 2006 e apesar de termos razão e de existir uma ordem judicial o problema continua sem solução.”

Em 2006, com Pedro Santana Lopes como presidente, entrou uma queixa na Câmara de Lisboa. Em 2009, com António Costa como presidente, o problema ainda não foi resolvido.

A queixa em questão prende-se com uma questão de ruído e trata-se de uma queixa conjunta de vários moradores de um bairro Lisboeta. Entre várias medições de ruído foi-nos dada razão – o ruído provocado pelo prédio de escritórios e habitações de luxo ultrapassa em muito o previsto pela lei.

Ter razão é bom mas aquilo que nós queríamos era a solução e essa ainda não aconteceu.

A conversa foi afável. Expliquei com a calma possível que se trata de um prédio que tem um equipamento no logradouro, acumulado com o equipamento dum restaurante, o que numas traseiras típicas de Lisboa provoca um ruído ensurdecedor. Expliquei que desde há uns tempos as máquinas estavam desligadas mas que não autorizaríamos nunca o arquivamento porque a ordem era para remover o equipamento e que duma vez anterior o quase arquivamento tinha dado lugar novamente ao ruído. Expliquei que esse restaurante também tem a cozinha no logradouro e que depois de lidar com a questão do ruído iremos avançar para o urbanismo logo seguido da ASAE.

Em tom de remate e eficácia perguntaram-me quais os prédios dos queixosos. Eu respondi.

Despedimo-nos e afastamo-nos. Já com a chave na fechadura chamam-me à atenção. “O carro ai em cima do passeio é que não pode ser”.

Apontei à volta. “Já viu como está esta rua? A EMEL dá mais selos de residente do que dá lugares para arrumar. Antes da EMEL aqui arrumava-se em espinha. Só assim cabemos todos.”

Cada esquina tem 3 carros. Cada Artº14 serve para deixar 2 carros em 2º fila sem tapar a saída a ninguém ou serve de lugar.

“Convido-o a vir amanhã entre as 8 e as 9 da manhã ver quantas pessoas saem à rua de pijama para estacionar bem o carro…”

Dois dias depois deste encontro o ruído recomeçou. Hoje é dia 24 de Maio. 10 dias, alguns telefonemas e emails  passados continua tudo na mesma.

Esta é a Lisboa onde vivo. Não quero saber nem dos que são a favor de Frank Gery. Nem dos que são contra.

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The Internet is above all a below-the-line marketing medium

“… the global online advertising market had a net worth of 30.6 billion EUR in 2008, and will climb to 58.8 billion EUR in 2012 – accounting for 15% of advertisers’ total spending.

‘On the whole, the economic crisis will be beneficial for the Web,’ says Sophie Girieud, the report’s project leader. ‘The online advertising market’s growth is sustained by ad monies being transferred from traditional media and below the line marketing campaigns, both national and local, to the Web, and more specifically to direct marketing.

(…)  Online advertising revenue will increase at an average annual rate of 19.6% between 2009 and 2012, sustained by the ongoing rise in consumption and in the number of users, and by advertisers shifting their budgets from traditional media and offline non-media marketing, both national and local, to the Web, and more specifically to direct marketing and especially sponsored links. The economic downturn is expected to further spur this trend of shifting budgets, with advertisers leaning increasingly in favour of the Web. • The Internet is above all a below-the-line marketing medium: search marketing accounts for half of the global online advertising market 2009, or 17.2 billion EUR.

It will represent 53% of the market in 2012, generating an estimated 31.3 billion EUR. • Net revenue generated worldwide by display ads will go from 12.3 billion EUR in 2009 to 21.2 billion EUR in 2012. Its share of the global market will hold more or less steady at around 36% thanks to the development of rich media and video advertising formats. Video ads are expected to be the online format with the strongest growth momentum in the coming years.”

@ http://www.idate.fr

“Custou mas foi”

Este post é devido desde há uns dias. Tudo começou mais uma vez no twitter onde eu acompanhava uma conversa sobre as novas plataformas de distribuição de conteúdos (neste caso noticias) e o futuro das plataformas convencionais (neste caso o papel).

Penso que discordei 3 vezes. Numa primeira discordei que existisse uma revolução nos media mas acabei por convergir – todas as revoluções foram o culminar de processos lentos e silenciosos. Assunto arrumado.

ICtwitter copy

Numa segunda discordei que se venha a assistir a uma redução do investimento em publicidade. Existirão quebras porque o investimento é função do PIB mas o valor percentual manter-se-á).

Defendi que as marcas continuarão a estar dispostas a investir o que sempre investiram em publicidade mas só investirão em quem acertar no alvo.

Foi aqui que recebi uma resposta que me fez estar tantos dias a ponderar.

A resposta que está aqui encerra nela uma série de questões que a meu ver devem ser problematizadas, pensadas e desconstruídas.

PQ twitter

O primeiro problema prende-se com o facto de o autor do post ser reconhecido como “uma autoridade” no que toca a novas tecnologias e novas lógicas de mercado.

O segundo problema prende-se com o facto do autor estar a citar o CEO do Google. Um gigante do sector que se debate actualmente com problemas judiciais à escala planetária relativos a questões de propriedade intelectual e agregação de noticias no GoogleNews.

As minha perguntas são :  O Google (esse concentrado gigante) anuncia? E isso significa que não investe em publicidade?

Não me parece. Parece-me que esse gigante utiliza a doutrina como forma de publicidade e as conferências enquanto plataforma de distribuição. Os custos devem mesmo ser altíssimos. Viagens constantes do CEO, assessores e restante comitiva.

Mas aquilo que ele diz justifica cada cêntimo que recebe a cada mês porque ninguém duvida ou questiona. Porque ele diz aquilo que tem de dizer para defeder o negócio que lhe pagam para defender.

Que poderia o CEO da Google dizer quando está a negociar com o mundo o Google News? Que poderia ele dizer quando a viabilidade do Google News dependerá possivelmente do pagamento de fees?  Poderia dizer por esse mundo fora que se espera o melhor para o mercado publicitário no segmento Internet? Qual o valor de um fee em substituição de um mau negocio de publicidade? E qual o valor do mesmo em troca de um negocio de crescimento estavel e a bom ritmo?

Fica guardado para um próximo post a continuação deste mesmo tema.

Uma verdade incontestável

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Ora aqui está uma verdade incontestável. Eu dei opinião sobre um assunto do qual não percebo nada.

Não percebo como é que, depois de um spin off que transformou a ZON na maior concorrente da PT, e depois da PT ter investido 130 M€ na TDT com  seu 5º canal FTA, a ZON seria a única candidata a esse quinto canal perante o silêncio da PT, da autoridade da concorrência, e dos próprios operadores de televisão que teriam de competir com quem distribui o seu sinal a 1 milhão de habitações.

Não percebo como é que as acções da ZON disparam e os comentadores financeiros consideraram positivo chumbo da proposta ao quinto canal.

Não percebo porque é que o Governo atrasou ainda mais a atribuição da licença para o 5º canal e a PT, sem nada que verdadeiramente diferencie a TDT, aceita-o pacatamente.

Não entendo como é que a posição de Luís Mergulhão é preocupar-se com o surgimento de um novo canal em vez de esfregar as mãos com o poder negocial que isso lhe dará em tempo de crise.

Não entendo como é que o Estado permitiu que 80% das habitações em Portugal estejam cabladas enquanto desapareceram as antenas comuns.

Enfim, é verdade que não entendo absolutamente nada mas adorava entender.

Cinema

Fui ver o The International – A organização e retirei para mim duas falas do dialogo do filme.

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“Por vezes um homem encontra o seu destino no caminho que escolheu para o evitar”

” A única diferença entre a realidade e a ficção é que a ficção tem de fazer sentido”

Visão sistémica ou teoria da conspiração?

Esta semana é esta entrevista que sai da minha espiral do silêncio.

Uma entrevista feita na SIC Notícias onde Adão da Fonseca tem oportunidade de avisar o Governo que caso não salve o BPP terá prejuízos maiores.

“Adão da Fonseca defende que o salvamento do BPP será mais barato para os contribuintes do que a falência do banco.”

in Económico
30/04/09 09:20

O que me tem espantado é perceber que a visão sistémica dos administradores da banca é respeitada. E, num pais onde qualquer um que tenha a ideia de associar causa a efeito passa a ser aquele que tece  “teorias da conspiração” ou aquele que tem a “mania da perseguição”, esse respeito à visão da banca é de louvar.

Ainda bem que existem bocas através das quais a teoria de Ludwig von Bertalanffy ganha novo fôlego.

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